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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TAKE #5 – LIFE OF PI





Pi e o tigre Richard Parker em pleno oceano


Filho do administrador do jardim zoológico na Índia, Pi Patel possui um conhecimento enciclopédico sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Quando Pi tem dezasseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem e Pi vê-se na imensidão do Pacifico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre, e a única esperança de sobreviverem é descobrirem, de alguma forma, que ambos precisam um do outro.

Pi Patel é uma criança bastante inteligente para a idade, e com a particularidade de se interessar por quase todas as religiões da Terra. Ao atingir a adolescência, o seu mundo altera-se por completo. E é aqui que se notam bastantes semelhanças relativamente a Cast Away. A família de Pi decide levar o zoo que administra para o estrangeiro, mas o navio em que viajam tem um acidente e acaba por naufragar. Todos os tripulantes (homens e animais) morrem nas águas geladas do Pacífico, exceto o próprio Pi, um tigre feroz que dá pelo nome de Richard Parker, uma hiena irritante, uma zebra assustada e um símio pachorrento. Estes cinco seres vivos buscam a salvação num pequeno bote salva-vidas. Mas a convivência depressa se torna uma óbvia complicação, especialmente entre Pi e o corpulento tigre das arábias.

A beleza dos cenários é o aspecto que mais saltam à vista. Tudo é belo, harmonioso e enternecedor no primeiro terço da narrativa, contrastando com o desolador cinzento do restante filme. A partir do instante em que o navio naufraga e a batalha pela sobrevivência começa, Life of Pi torna-se menos encantador.

Muitos dos planos de câmara são extraordinários e os efeitos especiais merecem igualmente uma palavra de destaque, pois todos os esforços do realizador Ang Lee seriam inglórios se o tigre animado não fosse minimamente credível.


A extraordinária animação de Richard Parker


Como um todo, todavia, Life of Pi é satisfatório, merecendo um visionamento nos cinemas. Apenas exige alguma paciência ao espectador pouco habituado a sequências repetitivas e a diálogos escassos.

Para quem está à espera de um filme de “bombas e murros nas trombas”, Life Of Pi não é, de todo, o mais indicado; é um filme bonito, com paisagens fantásticas, que enternece.


CLASSIFICAÇÃO – 7,5/10


                Realização – Ang Lee

                Casting – Irrfan Khan

                                  Suraj Sharma

                                  Gérard Depardieu

 Género – Aventura, Drama

                Duração – 115 minutos


Despeço-me com uma opção com algumas semelhanças a esta obra, mas já com alguns anos – The Cast Away – e outra opção com mais acção, nos cinemas actualmente – Jack Reacher –, Com Tom Cruise.
Cast Away


Jack Reacher

Até ao próximo TAKE,

Rui




Sinopse com base em Cinema Sapo e Portal Cinema

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

TAKE #4 – LAWLESS


 


Dois dos três irmãos Bondurant em grande plano, juntamente com a misteriosa Maggie


Baseado nos contos verídicos de Matt Bondurant, Lawless conta-nos a verdadeira história dos irmãos Bondurant, contrabandistas americanos na época da infame Lei Seca. Neste filme, os referidos irmãos, traficantes de álcool, montam uma operação ilegal de grande sucesso, sendo eles Jack (Shia LaBeouf), Howard (Jason Clarke) e Forrest (Tom Hardy). Jack é o (ao início) irresponsável irmão mais novo, ambicionando tornar o pequeno negócio familiar numa operação de tráfico de grande envergadura. É um sonhador, cobiçando posses e riquezas, tentando impressionar a jovem Bertha (Mia Wasikowska). Howard (Jason Clarke) é o irmão do meio, violento, leal e sem conseguir recusar uma gota de álcool que seja. Forrest (Tom Hardy) é o mais velho dos irmãos, o chefe e o mais responsável, determinado em defender a sua família das novas regras impostas por um novo mundo económico, “protegido” por um mito em que ele próprio já acredita. Quando misteriosa Maggie (Jessica Chastain) chega à cidade à procura de trabalho, Forrest toma-a sob a sua alçada, seguindo-se uma impetuosa cruzada contra uma polícia corrupta, uma justiça arbitrária e gangsters rivais.


No que diz respeito à parte técnica e à realização, John Hillcoat consegue impressionar com as mais diversas cenas de violência e dramatismo presentes na película, na altura certa, sem esforço, conseguindo cativar o interesse do espectador.


Em relação ao elenco, todo o colectivo tem uma prestação bastante positiva, sendo de destacar, novamente, o trabalho de Tom Hardy, actor que cada vez se mostra mais versátil e em grande ascensão. Gary Oldman, Guy Pearce, Jessica Chastain, Mia Wasikowska e Shia LaBeouf têm, igualmente, papéis bastante sólidos, sendo uma das principais forças deste filme a boa capacidade do elenco, com elevada força colectiva.

 



Hardy tem aqui, novamente, uma grande prestação.

 
De realçar, ainda, o guião de Nick Cave, que tem uma pequena presença de alguns segundos no filme, para os mais atentos.

Como aspecto menos positivo, refira-se a profundidade das personagens. Não que não estejam bem construídas, mas podia ter sido dado mais destaque às histórias individuais de cada irmão, sendo que chegamos a sentir que ficou algo por contar, por conhecer, podendo-se ter dado ênfase aos conflitos e emoções inerentes ao passado dos irmãos, ou até mesmo à dinâmica da relação.

 
Lawless é um bom filme, que cumpre bem o seu objectivo, contendo uma carga de violência acima da média mas que não é, de todo, forçada, contendo um bom elenco, assentando a película, sobretudo, na grande força colectiva deste elenco.

 

CLASSIFICAÇÃO – 8/10


                Realização – John Hillcoat

                Casting – Shia LaBeouf

       Jason Clarke

                                 Guy Pearce

                                 Jessica Chastain

                                 Gary Oldman

                                 Mia Wasikowska

                Género – Crime, Drama

                Duração – 110 minutos

 

Termino esta TAKE com outro filme bastante violento mas de elevadíssima qualidade, “American History X”, já com uns anos, e o mais recente blockbuster a estrear em Portugal, “The Hobbit”.



American History X
 
 
The Hobbit


Até ao próximo TAKE,
 
Rui

 

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TAKE #3 - FRANKENWEENIE


 

 
Sparky, em grande plano e com um ar “Frankensteniano”


O novo filme de Tim Burton retrata a história de um menino, Victor Frankenstein (Charlie Tahan), e do seu cão, Sparky.
Victor é uma tímida criança, interessada por cinema e Ciência e com uma relação muito especial com o seu cão. Um dia, inesperadamente, Victor perde o seu melhor amigo, recorrendo aos seus conhecimentos científicos para o (tentar) trazer de volta à vida. Tal tarefa não se afigura fácil, mas após o conseguir com “relativo” sucesso, Victor tenta encobrir a sua criação, mas não conseguindo controlar todos os passos de Sparky, a façanha pessoal do tímido menino torna-se do conhecimento geral da população local, a quem não agrada particularmente o regresso ao mundo dos vivos da mascote tanto como a Victor.
Frankenweenie não está ao nível de “The Nightmare Before Christmas” nem de “The Corpse Bride”. No entanto, estas são obras maiores de Tim Burton, pelo que à partida tal tarefa se afigurava complicada.
Ainda assim, Frankenweenie é um bom filme, ternurento, e com um grande coração, mantendo, por outro lado, os traços macabros e bizarros da maioria das obras de Tim Burton.
A animação em stop motion é perfeitamente adequada para a natureza deste conto e assenta que nem uma luva. Contudo, a presença do 3 D neste filme é absolutamente desnecessária, não se justificando, de modo algum, o epíteto “3 D”.
Tim Burton homenageia, ainda, grandes inspirações suas do passado, como Godzilla, o Lobisomem e Drácula, notando-se particularmente na segunda metade do filme.
É de referir, ainda, a presença de inúmeras referências ao conto original de Frankenstein, nomeadamente na parte final, como a cena do moinho ou a perseguição a Sparky.



A ternura e amizade entre Victor e Sparky é uma constante ao longo de todo o filme
 

Após ter sido despedido da Disney no passado, ainda um ilustre desconhecido, precisamente com Sparky, Tim Burton regressa a esta personagem com toda a liberdade, agora com um estatuto e liberdade que ninguém ousa questionar, trazendo-nos um filme ternurento, peculiar, bizarro, macabro, mas sobretudo com um coração enorme e que tanto proporcionará, de um momento para o outro, situações de riso como momentos de profunda tristeza.
 
                CLASSIFICAÇÃO – 7,5/10
 
                Realização – Tim Burton
                Casting – Charlie Tahan
     Catherine O’Hara
                               Martin Short
                               Martin Landau
                               Wynona Rider
                Género – Animação
                Duração – 80 minutos  
 
 
Termino esta TAKE com, na minha opinião, uma das melhores obras de Tim Burton, “The Nightmare Before Christmas” e uma sugestão acabada de estrear em Portugal, de outro senhor da realização: Clint Eastwood e o seu “Trouble With The Curve”.

 
 
The Nightmare Before Christmas
 
 
 
 
 
Trouble With The Curve
 
 
 
Até lá,

Rui


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

TAKE #2 - LOOPER


 

 
“Looperception?”

2074. No futuro, quando a Máfia tem como objectivo liquidar alguém, de modo a evitar quaisquer vestígios, envia a sua vítima 30 anos para trás no tempo, onde à sua espera para o eliminar está um “looper”, um assassino contratado. Joe (Gordon-Levitt) é um desses “loopers”, cuja vida corre bem, até ao dia em que a Máfia, para fechar o ciclo, lhe envia um novo alvo do futuro: ele próprio (Willis).


Looper é um bom filme, acima da média do género, não me parecendo, no entanto, comparável à saga Matrix, especialmente o primeiro.

É um filme que exige atenção, mas tem o cuidado de explicar o enredo ao pormenor, raramente nos deixando “às escuras” sobre qualquer ocorrência.

Analisando os protagonistas, este filme-sensação do ano tem a vantagem de contar no enredo com Joseph Gordon-Levitt, um dos actores mais promissores e com maior ascensão actualmente em Hollywood. Bruce Willis também tem uma prestação bastante sólida, melhor do que algumas das suas performances mais recentes, sendo que, ainda assim, não surge muito em cena. No entanto, tal não acontece às custas de Gordon-Levitt, e ainda bem, pois qualquer instante com o Joe do passado na tela é um regalo. Refira-se que, a nível de curiosidade, Joseph Gordon-Levitt passou todos os dias, em médias, 3 horas na sala de caracterização, de modo a ficar com algumas semelhanças com Bruce Willis quando este era mais novo.

Ficou a faltar, contudo, uma maior interacção entre os dois Joe’s, sendo este um dos maiores motivos de interesse do filme, apenas acontecendo numa ou outra ocasião, e sobretudo na segunda metade do filme.

É de realçar, ainda, o extraordinário trabalho do pequeno Cid (Pierce Gagnon), que tem, igualmente, um papel bastante notório.

Por outro lado, temos o papel menor de Emily Blunt, que apenas surge, sensivelmente, a metade do filme e, sobretudo, Piper Perabo, que aparece somente em cena duas ou três vezes, sem um papel de grande destaque. Jeff Daniels, por seu lado, continua igual a si mesmo, para o bem e para o mal.

 

A transformação de Gordon-Levitt em Joe


Looper é um filme bastante bem construído, que procura explicar tudo ao espectador e, para o género, não contém muitas falhas de maior relevo, até porque, para um filme de ficção científica com viagens no tempo, existem paradoxos temporais de difícil explicação, sendo de realçar, ainda, o final relativamente surpreendente.

Assim, Looper assume-se como uma das boas revelações do ano, uma opção bastante interessante para os fãs do género e segura o suficiente para os fãs de cinema em geral, onde somos brindados com algumas grandes interpretações, sobretudo do sólido Joseph Gordon-Levitt (quem poderia adivinhar a ascensão do “miúdo” de “Terceiro Calhau a Contar do Sol?”) e da revelação Pierce Gagnon, sendo, no cômputo geral, o tema e enredo bastante interessantes e final relativamente surpreendente.

A merecer uma visualização no grande ecrã.


CLASSIFICAÇÃO – 8/10

Realização – Rian Johnson

Casting – Joseph Gordon-Levitt

Bruce Willis

Emily Blunt

Piper Perabo

Jeff Daniels

Pierce Gagnon

Género – Acção / Ficção Científica

Duração – 115 min

 
                Termino mais um TAKE com outra sugestão bastante diferente, neste caso Frankenweenie, de Tim Burton, que estreia esta semana e que tenciono analisar numa próxima edição.
 

 

Frankenweenie


             Até lá,

             Rui



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

TAKE #1 - TO ROME WITH LOVE



Allen. Benigni. A ocasião e o ladrão. Uma entrevista a um ilustre desconhecido. Penélope. Amor, traição. Baldwin.

Na sequência de Midnight in Paris, o anterior filme do realizador, Woody Allen traz-nos mais uma história passada numa bonita capital europeia.
Desta vez, conta-nos quatro histórias, mais ou menos relacionadas, na capital italiana.
John (Baldwin), arquitecto, está de visita a Roma, cidade onde viveu na sua juventude. Um dia, passeando pelo seu antigo bairro, encontra o jovem Jack (Eisenberg), futuro arquitecto, fã de John. Imediatamente convidado para conhecer a sua casa e namorada Sally (Gerwig), John testemunha a paixão crescente de Jack por Monica (Page), amiga de Sally e que está, igualmente, de visita a Roma depois de diversos infortúnios pessoais.
Simultaneamente, Jerry (Allen), ex-director de ópera, também se desloca, com a sua esposa (Davis) para Roma, a fim de conhecer Michelangelo (Parenti), noivo da sua filha Hayley (Pill). Contudo, após ouvir o pai de Michelangelo, Giancarlo (Armiliato), responsável por uma agência funerária, cantar no duche, fica fascinado com os dotes musicais deste, levando a cabo uma pequena odisseia para o convencer a entrar no mundo da Ópera, convencido do enorme talento de Giancarlo.
Enquanto tudo isto acontece, o vulgar chefe de família Leopoldo Pisanello (Benigni), com poucos motivos de interesse no seu quotidiano, um dia acorda como um autêntico ídolo das massas, fazendo as delícias dos paparazzi locais com a sua absoluta… vulgaridade, questionando toda e qualquer coisa da monótona vida de Leopoldo. Sem entender absolutamente nada do que se passa, após algum tempo, contudo, apercebe-se verdadeiramente do real preço da fama e ao que isso conduz na vida de cada um.
Por último, temos a história do jovem casal Antonio e Milly, (Tiberi e Mastronardi) um provinciano esperançoso em impressionar os seus ricos familiares com a sua encantadora esposa, com o intuito de melhorar a sua vida profissional. No entanto, recém-chegados a Roma, o casal enfrenta diversos contratempos, desde autênticas confusões nas belas ruas de Roma, passando pelo encontro com a explosiva Anna (Cruz), até ao cortejo do lendário actor de cinema local Luca Salta (Albanese).
To Rome With Love não é um filme extraordinário, ponto prévio.
A Jesse Eisenberg falta um certo carisma, neste caso, para ombrear com alguns grandes desempenhos neste filme (contrariamente ao desempenho em The Social Network), sendo que a química com Ellen Page e Greta Gerwig, que cumprem bem os seus papéis, está dentro do razoável. O casal Antonio e Milly estão muito bem e merecem uma referência, com momentos extremamente bem conseguidos, quer nas ruas de Roma, quer com as respectivas… aventuras exteriores. Uma menção positiva merece também todo o restante casting italiano, de onde se destaca grande parte do filme falado em italiano. Fantásticos estão Roberto Benigni, Alec Baldwin e Penélope Cruz, com desempenhos extremamente bem conseguidos, como o sensaborão Leopoldo Pisanello, o incisivo John ou a provocante Anna. Woody Allen, esse, continua igual a si mesmo: assertivo, teimoso, real. Uma menção honrosa merece, também, todo o casting italiano, sobretudo o sonoro Giancarlo.
Allen consegue retratar, com fidelidade, algumas das complexas relações humanas, nomeadamente a futilidade, rapidez e volatilidade da fama ou a traição e o desejo sexual, com o seu característico toque de humor, sendo impossível deixar de realçar algumas cenas hilariantes, como as entrevistas a Leopoldo Pisanello ou o ladrão perto do final do filme.
As paisagens, essas, na devida proporção, fazem lembrar bastante algumas das vistas em Midnight In Paris, bem conseguidas e bastante representativas da beleza da cidade.



Seria de esperar que, com as diversas sub-histórias presentes, se perdesse o fio condutor da história principal mas são, precisamente, as sub-histórias em conjunto que constroem a história principal, muito por obra do talentoso casting escolhido para o efeito.
Nem tudo é, contudo, positivo. A quantidade de sub-histórias traduz variedade na película, é certo, mas a pouca inter-relação das narrativas e personagens acaba por transmitir uma sensação agri-doce no final, algo incompleto; não que seja uma má conclusão, mas de Woody Allen, espera-se, sempre, uma surpresa, uma punch line, algo de diferente (como no grande Match Point), sendo que em To Rome With Love tal não se verifica, deixando o final um pouco a desejar.
Repito, To Rome With Love não é um mau filme. Simplesmente para o realizador em questão esperam-se, sempre, grandes obras, e este filme, apesar de não ser um dos seus melhores, para a maioria dos realizadores seria bem acima da média. Pode não estar, para citar exemplos mais recentes, ao nível do excelente Match Point, mas To Rome With Love consegue o seu objectivo: entreter o espectador, com laivos de realidade e humor (característicos), mas fundamentalmente com um toque (bastante) acentuado de ironia em relação à actual sociedade.

CLASSIFICAÇÃO – 7/10

Realização – Woody Allen
Casting – Alec Baldwin
Ellen Page
Jesse Eisenberg
Penélope Cruz
Roberto Benigni
Woody Allen
Género – Comédia
Duração – 105 min

Termina, assim, o primeiro TAKE, deixando entretanto uma outra sugestão relativamente recente de Woody Allen, para mim uma das melhores obras do realizador, e outra recomendação, completamente diferente, mas actualmente uma das melhores opções do género.
Até para a semana,

Rui


Match Point



ParaNorman